Saiba que formas existem para a distribuição de conteúdos

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Content is king, but distribution is the queen and she wears the pants.

Foi neste tom que Jonathan Perelman, vice-presidente do site de notícias Buzzfeed se referiu à distribuição de conteúdos e reforçou a importância do conceito na concretização de uma estratégia bem sucedida.

A produção de conteúdos não significa necessariamente que alguém vá consumi-los. Muitos nunca chegam a ser vistos, a receberem um like ou a serem partilhados.

A questão que se coloca é como podemos potenciar o alcance dos conteúdos produzidos e maximizar a notoriedade da marca. A solução passa por uma distribuição que esteja ajustada ao tipo de consumo que o público-alvo privilegia.

Para isso, responda a estas 3 questões:

  • Qual é o objectivo do seu negócio?

A resposta ajuda-o a construir o seu planeamento editorial. Os conteúdos devem responder aos interesses de negócio, despertar necessidades na audiência, etc. Qualquer que seja o seu objectivo de negócio, a criação de valor para o utilizador tem que estar assegurada, bem como a projecção da identidade da marca, através da utilização do tom de voz que a distingue.

  • O que é que a sua audiência quer receber?

Independentemente dos seus objectivos editoriais e de marketing, é importante saber quem é o seu target e perceber o que valoriza. A distribuição do conteúdo deve sempre ser feita de acordo com as necessidades e desejos dos seus utilizadores.

  • Onde é que os seus consumidores passam a maior parte do tempo?

Conheça as plataformas que os seus consumidores mais usam e investigue qual é o seu comportamento. Saiba quais são os pontos fortes e fracos de cada canal e crie um tom de comunicação adaptado a cada um deles. Estar presente em todos os pontos de contacto que o seu cliente utiliza é o objectivo último de uma estratégia integrada de conteúdos, mas não desperdice recursos em canais que não são adequados à audiência a quem se dirige.

 

Distribuição orgânica

Apostar no método orgânico requer tácticas de distribuição que, apesar de representarem um investimento ligeiro, gastam muito tempo e energia.

Lead nurturing

Esta estratégia passa por construir relações no início do funil de compra. Apesar de o indivíduo ainda não estar disposto a comprar, a marca vai construindo uma relação de empatia, que se consolida no momento em que o consumidor opta por adquirir determinado produto ou serviço.

Para que esta fase seja eficaz, é necessário que existam interacções contínuas entre a marca e o consumidor e que lhe relembrem da sua existência, através de newsletters, formulários no website ou relatórios de compra. O lead nurturing deve ser  segmentado e personalizado consoante a sua audiência. Quanto maior for o grau de personalização nesta fase, mais próximo o consumidor se sentirá da mensagem que lhe está a ser transmitida, ficando mais susceptível a dar o próximo passo no funil de compra.

Redes sociais

São distribuidores de conteúdo com grande potencial na medida em que, não só levam os consumidores até ao seu website, como também constituem boas oportunidades de conversação directa entre marca e utilizador. Cada plataforma tem as suas particularidades e é mais adequada para determinados tipos de conteúdo. Imagens no Instagram ou Pinterest, vídeo no YouTube ou Vimeo, generalistas no Facebook ou Google+, por exemplo. Leia o nosso artigo “O que deve saber sobre redes sociais” se quiser saber mais informações sobre a utilização de cada um destes canais sociais.

Em 2013, de acordo com a NewsCred, cerca de 74% dos marketeers indicaram o Facebook como a rede social mais importante porque é aquela que gera mais visitas. Já o Twitter é utilizado por cerca de 69% dos marketeers que trabalham em B2C e 80% dos marketeers que trabalham em B2B para distribuir conteúdos.

O que interessa é ter em conta que o seu conteúdo não deve ser partilhado em todas as redes sociais que conhece. Isto porque a sua audiência irá ser necessariamente diferente em cada uma delas. A distribuição de conteúdos pelos social media, tal como acontece com qualquer outra estratégia, deve ser criteriosa e fundamentada pelo conhecimento de quem são as suas personas e quais são as plataformas que mais usam.

Crowdsourcing

Deixar o poder circular entre as massas pode ser uma ideia demasiado “fora da caixa” para algumas marcas. Mas para outras pode ser uma estratégia brilhante na distribuição de conteúdos.

Lembra-se da queda do avião da Malaysia Arlines? A Digital Globe, uma empresa que fornece imagens em alta definição através dos seus satélites, criou uma plataforma online onde cada pessoa podia tentar encontrar o avião desaparecido.

A experiência contou com a participação de mais de três milhões de pessoas que cobriram mais de 24 mil quilómetros quadrados, e serviu de palco para a empresa se apresentar ao mundo. Uma estratégia inteligente e bem sucedida sem a bengala da publicidade.

Site da marca

Sabemos que ter um site é hoje um requisito obrigatório para qualquer marca. Contudo, o potencial deste ponto de contacto é muitas vezes desperdiçado com uma comunicação estática, centrada na marca e com um tom demasiado corporativo. Quando isto acontece, a marca limita-se a estar presente mas não estabelece nenhuma relação com o consumidor.

É importante perceber que o site é, por um lado, o canal privilegiado para aqueles que procuram conteúdos relevantes e credíveis e, por outro, uma oportunidade única para as marcas que querem manter uma comunicação permanente com a sua audiência sem que para isso sejam necessários grandes recursos.

Ao distribuir conteúdos através de um canal próprio online consegue providenciar experiências valiosas para os seus consumidores, através da oferta diversificada e simples de conteúdos altamente envolventes. O potencial deste canal é esse mesmo, a marca tem um cartão de visita com um alcance gigante ao mesmo tempo que tem a possibilidade de gerar uma conversa dinâmica e interactiva com o seu consumidor.

Estratégias de Search engine optimization (SEO)

Optar pelo SEO para projectar o seu negócio é uma forma de garantir que o seu conteúdo é encontrado nos motores de pesquisa, ou pelo menos ocupar posições privilegiadas. Para isso, é necessário que utilize as palavras-chave relevantes e com potencial de pesquisa. Este processo aumenta o tráfego para o seu website através da boa posição que consegue ter nos motores de busca, que na prática se traduz na visibilidade da sua marca no momento da pesquisa. Veja como o SEO pode ajudá-lo.

 

Distribuição paga

Os métodos de distribuição paga podem ajudá-lo a impulsionar o engagement no início de uma campanha, acelerando o alcance da mensagem. À sua disposição tem:

Anúncios na rede

O pay per click (PPC) é o método mais  utilizado pelos marketers em todo o mundo. Só é cobrado quando alguém clica no seu  anúncio. Para alcançar melhores resultados  é aconselhável que utilize um call to action no corpo de texto, de forma a que o utilizador seja motivado a agir. É importante saber que existem dois tipos de PPC: o search PPC e o content PPC.

  1. search PPC: para utilizar esta alternativa deve seleccionar as palavras com maior potencial de pesquisa para o seu consumidor. A forma mais comum da utilização do search PPC é o Google Adwords – esta ferramenta sugere uma lista dos termos mais pesquisados dentro da sua área de negócio.
  2. content PPC: este tipo de anúncio aparece em sites, através de um widget que fornece a opção de “conteúdos relacionados”. Neste caso, existem várias empresas que fornecem este serviço:  Outbrain, a Gravity, Clicksor e a OneSpot.

Native Advertising

São anúncios publicitários, caros e sob a forma de conteúdos, que resultam de uma parceria estratégica entre marcas e editores. Na prática significa que as marcas alcançam a audiência particular dos editores (por exemplo Público, Económico, etc.), incorporando os seus anúncios ao longo da utilização do website.

Os anúncios aparecem ao lado do conteúdo editorial e contextualizados, atenuando o repúdio tradicional da publicidade.

Um estudo desenvolvido pela IPG media Lab refere que o native advertising é visto ao mesmo tempo que o conteúdo editorial e é mais propenso a ser partilhado do que um banner (32% para 19%).

Além destas opções pode também utilizar anúncios nas redes sociais que muitas vezes são imprescindíveis na distribuição de conteúdos.

 

As redes sociais dispõe de vários tipos de anúncios adequados aos diferentes objectivos dos anunciantes.

Os vários tipos de anúncios disponíveis nas redes sociais.

O ideal é usar as duas formas de distribuição. Quando uma apresenta um desempenho inferior existe a outra para compensar. O alcance é maximizado, a notoriedade da marca levada mais longe e os resultados potencializados face ao uso de apenas uma.

Por Inês Correia, Jornalista da Plot Content Agency


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