User experience é muito mais do que um site bonito

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O esqueleto de um site (Wireframes) que o utilizador não consegue ver

Já ouviu falar deste conceito? User experience (UX) é um termo muito associado a usabilidade, à capacidade de usar qualquer coisa. No livro “Don’t make me think“, Steve Krug diz que usabilidade significa que uma pessoa de capacidade média consegue perceber como deve usar o site/produto/serviço para alcançar aquilo que pretende, sem que essa seja uma tarefa complicada.

 

Se não for evidente, tem de ser auto-explicativo.

Steve Krug (tradução livre)

Mas usabilidade não significa o mesmo que user experience. A primeira é a acção de usar. A segunda refere-se a todos os sentimentos que essa acção desperta em nós. No entanto, se queremos proporcionar uma boa UX aos nossos clientes, o primeiro passo a tomar é investir numa boa experiência de utilização.

 

User experience são todos os sentimentos associados ao uso de alguma coisa. Antes da utilização, durante e após.

Usabilidade não significa o mesmo que UX

Numa era em que o digital assume cada vez mais relevância, muitas pessoas pensam que a UX se esgota em aspectos meramente estéticos. Sites bonitos e softwares criativos. Contudo, quando olhamos melhor e exploramos as suas funcionalidades percebemos que a navegação não é intuitiva, a linguagem não é clara e a sua utilização torna-se exigente – dá-me muito trabalho perceber o que tenho de fazer a seguir e fico frustrado.

O que correu mal? Porque é que um software tão promissor falhou ou um site giríssimo se tornou uma seca? Simples. Não foram consideradas todas as áreas estruturantes de uma boa UX na sua execução. O que acontece é que na generalidade dos casos, os esforços recaem apenas no aspecto visual e num design que fuja ao comum.

Para trás ficam áreas tão ou mais importantes, notadas posteriormente, quando se percebe que a navegação não é fácil ou clara. Falamos da definição da estratégia de conteúdos, da área de pesquisa do utilizador, da usabilidade ou da arquitectura da informação.

O design visual é só a pintura da casa. As estruturas que a suportam são determinantes e devem ser consideradas sempre. A grande maioria das más UX tem a ver exactamente com a falta de planeamento da sua execução e a não inclusão dessas áreas.

Outra falha a registar: subvalorização dos testes. Só consegue um produto final eficiente se ao longo da sua concepção o for pondo à prova. Sem esse exercício pode comprometer a sua eficácia e gastar recursos desnecessários. Apostar em diferentes perfis de utilizadores é um bom método para conseguir insights mais consistentes sobre o seu produto e antecipar possíveis erros.

 Apple, a empresa que lidera na user experience (UX)

 

Apple is the only company I deal with where ease of use is more important than the product itself. Apple makes this a critical goal of its approach to creating anything for the market.

Tim Banjarin, Presidente da Cretive Strategies, Inc. (EUA)

Se já usou um iPhone, um iPad ou um computador Mac sabe que são produtos de fácil utilização – simples, intuitivos e virados para o que o utilizador quer fazer. A verdade é que desde que apareceram no mercado têm sido fenómenos de sucesso. A elegância no design e a estética minimalista são dois dos traços distintivos da Apple, no entanto, é a fácil e agradável user experience que distancia a marca dos seus concorrentes.

A revolução Apple  mostrou como dispositivos cheios de aplicações podem ser fáceis de usar e como tudo se pode reduzir a um único botão. Descomplicou. E por isso, utilizadores, críticos e especialistas vêm-na como a referência das melhores UX. O reconhecimento é tão expressivo que foram inclusive publicados livros sobre a simplicidade tão singular da marca, como Insanely Simple e Designing the iPhone User Experience.

 

Damos-lhe um exemplo: observe com atenção os 3 interfaces de smartphones.

O interface da Apple é bastante mais prático e claro que o da Nokia e Samsung e consequentemente a user experience associada é melhor

Interface da Samsung, Apple e Microsoft

O interface da Apple é bastante mais intuitivo e prático que o da Samsung e Microsoft. Uma boa user experience é uma experiência fácil, óbvia e agradável para o utilizador. O layout da Samsung pode ser mais apelativo esteticamente, mas as aplicações e a navegação não são tão explícitas e a UX torna-se mais exigente.

Outro exemplo. Sites de fotografia. Foque-se no acesso à informação.

Sites com a informação mais organizada permitem UX mais fáceis e agradáveis

Site do fotógrafo Elliott Erwitt

 

Quando a arquitectura da informação é bem estruturada a UX é sempre mais fácil e agradável

Site da fotógrafa Nicola Walbeck

A diferença é um interface organizado, simples e bem definido vs. um interface confuso, mal estruturado e que não convida. As UX vão ser totalmente distintas. O tempo que demora a perceber a informação vai ser muito maior no segundo exemplo que no primeiro e o abandono do site é mais rápido. Os seus utilizadores querem perceber em dois, três segundos o que é que têm de fazer a seguir e, portanto, se os obrigarmos a ter trabalho fazemos com que se vão embora mais cedo.

 

On the internet, the competition is always just one click away, so if you frustrate users they´ll head somewhere else.

Steve Krug, “Don´t make me think

xima é tornar cada elemento do seu site “self evident“, isto é, proporcionar uma experiência de utilização ao seu utilizador em que ele não tenha de pensar em nada. A absorção da informação tem de ser intuitiva e sem manuais de instruções. 

O site da Plot é um exemplo de um trabalho em que aplicámos os conceitos da UX: fácil navegação, funcionalidades bem definidas, informação devidamente estruturada e um design apelativo visualmente – queremos que o utilizador perceba rapidamente se isto é para ele.

Deixamos-lhe algumas questões que deve colocar ao seu site para perceber se está a cumprir os objectivos. Se existirem falhas, fale connosco. Temos uma equipa especializada que o vai ajudar a optimizar a UX dos seus clientes.

 

Sugerimos-lhe algumas das questões que deve colocar ao seu site para perceber se está a cumprir os objectivos

Por Margarida Lameira, Estratega Júnior, Plot Content Agency


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